Quando a dor surge à volta do cotovelo, é comum ouvir falar de epicondilite, de epitrocleíte, de cotovelo de tenista e de cotovelo de golfista. Os nomes confundem-se, mas descrevem situações diferentes. Neste artigo explicamos o que distingue cada uma e como se tratam.
Ambas são lesões por sobrecarga dos tendões que se inserem nas saliências ósseas do cotovelo (os epicôndilos). Hoje prefere-se falar em tendinopatia, porque o problema é sobretudo uma degeneração do tendão e não uma inflamação clássica. Surgem com movimentos repetidos do punho e da mão, no desporto, mas também no trabalho manual, no uso de ferramentas ou do computador.
| Epicondilite lateral | Epicondilite medial (epitrocleíte) | |
|---|---|---|
| Nome popular | Cotovelo de tenista | Cotovelo de golfista |
| Onde dói | Face externa do cotovelo | Face interna do cotovelo |
| Tendões envolvidos | Extensores do punho | Flexores do punho e pronador redondo |
| O que agrava a dor | Estender o punho, agarrar, levantar objetos com a palma para baixo | Fletir o punho, rodar o antebraço, apertar e agarrar |
| Frequência | Mais frequente | Menos frequente |

O diagnóstico é sobretudo clínico: o ortopedista localiza a dor e reproduz-a com movimentos contra resistência. A radiografia serve para excluir outras causas e, em casos duvidosos, a ecografia ou a ressonância magnética ajudam a avaliar o tendão. Na epitrocleíte é importante verificar também o nervo cubital, que passa na face interna do cotovelo. Formigueiro nos dedos anelar e mínimo sugere que o nervo pode estar envolvido.
Os princípios do tratamento são semelhantes nas duas formas, e a maioria dos doentes melhora sem cirurgia, embora a recuperação possa demorar meses.
Se a dor persistir durante várias semanas apesar de reduzir a atividade, se limitar o trabalho ou o desporto, ou se houver fraqueza, formigueiro ou dormência na mão, justifica-se uma avaliação.
Não. Os nomes populares vêm do desporto, mas a maioria dos casos surge por sobrecarga repetida do punho e da mão noutras atividades, incluindo o trabalho.
Sim. Ambos os nomes designam a tendinopatia da face interna do cotovelo, também conhecida por cotovelo de golfista.
Muitas melhoram com o tempo e com a adaptação da atividade, mas a evolução é lenta e pode haver recidivas. Um programa de reabilitação orientado acelera e consolida a recuperação.
Saiba mais em epicondilite lateral ou cotovelo de tenista e epicondilite medial.
Este artigo tem carácter informativo e não substitui a avaliação médica individual.